domingo, 10 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010:ESCLARECIMENTOS DO INSTITUTO VERITATE À COMUNIDADE ACADÊMICA E AO PÚBLICO EM GERAL.

Eu venho aqui perante você leitor, apresentar algumas informações para que você tenha parâmetros para entender as criticas que foram dirigidas ao Instituto Veritate, que está fazendo parcerias com o Programa de Pós-graduação em Ciência Política da UFPA nas eleições de 2010 por alguns concorrentes, mesmo que eles tenham pouca credibilidade e modesto poder de comunicação, mesmo assim, iremos repor a verdade.


Em defesa direta de um concorrente do “Veritate”, o blog do “barata” disse que a pesquisa deste concorrente o - Instituto Acertar- do sociólogo Américo Canto, foi a única que acertou nesse primeiro turno das eleições; Disse que no final dos anos noventa. do século XX, o Veritate saiu fugido do Amapá por conta de erros em suas pesquisas; Disse que a pesquisa que realizamos em conjunto com o Laboratórios da Pós-Graduação em Ciência Política não é séria; Disse que a publicação da pesquisa na capa do Diário do Pará no dia 3 de outubro foi uma articulação política nossa e; Disse outras tantas coisas que eu realmente acho que não vale a pena responder.
Primeiro: A pesquisa apócrifa anuncia o “Acertar” como aquele Instituto que acertou os números do primeiro turno. Na verdade o “Acertar” errou feio. E por que errou?


1º - Porque prevê uma margem de erro de de 2,5% para mais ou para menos num intervalo de confiança de 95% para 2.100 entrevistas quando na verdade essa margem de erro é de 2,1%;


2º - Porque não apresentou os seus números, ao invés disso apresentou intervalos não balizados nem pela sua margem de erro declarada e nem por sua margem de erro real (Exemplo: Simão Jatene entre 39 e 42%! Seria 40%? Seria 41%?)


3º - Porque previu que Simão Jatene teria entre 39 e 42% dos votos considerando os brancos, nulos e abstenções e na verdade o Simão Jatene obteve 46% dos votos (errou entre 4 e 7 pontos, além de qualquer margem de erro);
4º - Porque não sabe se o custo da pesquisa foi 60 ou 80 mil reais (esquisito!);



Segundo: O “ Veritate” nunca errou pesquisa alguma no Estado do Amapá. Nunca! O Veritate se “ausentou” do mercado nos fins dos anos 90 por outro motivo. Sabe qual? Porque o Veritate foi selecionado diretamente pela diretora presidente da TIW (Telesystem International Wireless) para fazer todas, todas as pesquisas de implantação e desenvolvimento da Amazônia Celular nos Estados do Maranhão, Pará, Amapá, Amazônia e Roraima e o seu trabalho foi considerado o melhor trabalho realizado para a TIW no Brasil e os resultados da empresa naquela época proporcionalmente eram um dos melhores entre os 32 países de atuação daquela multinacional e porque o aprendizado naquele trabalho desenvolvido diretamente com os canadenses era tão estimulante e a demanda tão grande e os recursos tão substanciais que realmente foi necessário que a “Veritate” viesse a se ausentar do resto do mercado naquele período.


Terceiro: O Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Pará e o seu Laboratório de Pós-Graduação em Ciência Política é sério, é seriíssimo. As pesquisas realizadas foram planejadas com antecedência de mais de seis meses. E elas foram iniciadas em um momento critico, no qual nenhuma pesquisa havia sido publicada no Pará e o IBOPE acabara de ter a sua pesquisa impugnada liminarmente pela justiça. Nós realizamos a nossa pesquisa sabendo que sofreríamos todo o tipo de pressão para não fazê-la, sabendo que contra a nossa pesquisa também seria tentado a impugnação, como foi. Mas a impugnação liminar contra a nossa pesquisa foi indeferida pela justiça.


Nós realizamos o nosso trabalho com todo o rigor científico, ético e legal. O nosso trabalho estava (e está) preparado para qualquer auditagem sobre os dados. Temos todos os nomes, endereços e muitos telefones de 1.581 pessoas que responderam a primeira pesquisa e de 1607 pessoas que responderam a segunda pesquisa nos 36 municípios para testemunhar.


Agora veja ou resultado da pesquisa comparando com o resultado das urnas


Votos absolutos de 3 de outubro tre-pa

Percentual de votos 3 de outubro incluindo os Brancos e Nulos- comparados com a pesquisa LCP/UFPA/Veritate de 24 a 28 de setembro.


PPGCP/VERITATE em 24/28 de setembro

Diferença entre os votos de 3 de outubro e o resultado da pesquisa LCP?Veritate


Simão Jatene- 1.720.631(votos) 45,8%(TRE) 45,5%(Pesquisa)diferença-0,3%
Ana Júlia -1.267.981(votos) 33,8%(TRE) 24,6% (Pesquisa)diferença 9,2%
Juvenil 380.331(votos) 10,1%(TRE) 8,6%(pesquisa)diferença -1,5%
Fernando Carneiro 107.102(votos) 2,9%(TRE) 1,8%(Pesquisa)diferença- 1,1%
Claber Rabelo- 41.514(votos) 1,1%(TRE) 1,2%(pesquisa)diferença -0,1%
Nenhum/Branco/Nulo- 237.113 6,3%(TRE) 18,3%(pesquisa) diferença-12%
TOTAL 3.754.672 100,0% 100,0% 0,0%

Observem que a difença fora da margem do erro se dá no percentual de indecisos. Nossa pesquisa detectou 18% até o dia 28 de setembro. No dia 03 este percentual caiu para 6%. Ana Júlia cresceu sobre os 12% que deixaram a indecisão entre os dias 28 e 03 de outubro. Destes 12% Ana Júlia conquistou 9.2%. Nenhuma pesquisa realizada até 28 de setembro pode captar a conquista de indecisos a partir da mobilização de boca de urna nos últimos dias (entre 29 de setembro e 03 de outubro) que antecederam esta eleição.


Quarto: Nós não dispomos de nenhum meio de comunicação de massa para a divulgação dos resultados de nossa pesquisa, portanto, nós apresentamos os nossos resultados em seminários do Laboratório e convidamos a todos os meios de comunicação, todas as principais televisões, jornais e rádios para o evento no qual entregamos CDs com o caderno completo da pesquisa em PDF e entregamos estes mesmos CDs para todos os interessados que participaram dos eventos. A forma e o dia da divulgação desses resultados pelas mídias não é de nosso controle, nós apenas as enviamos e não tivemos controle sobre quando estes meios as divulgariam;
Bem gente, eu não posso ficar aqui tentando responder as mais absurdas acusações, mas acredito que expus o suficiente para você entender que essas acusações que nos são feitas são levianas e de motivações ilegítimas e inconfessáveis.
Informo ainda que já constituímos advogado para processar judicialmente os que tentaram causar dano de imagem ao Veritate.
Nós continuaremos nos esforçando para dar o melhor, de forma ética e legitima.
Atenciosamente,

Vladimir Araujo
Diretor Presidente do Veritate Pesquisa de Opinião e Mercado e Estudante do Mestrado de Ciências Política da UFPA.

Eleições para governador Pará- 2010: Resultado por Meso e Microrregião

Eleições 2010: Primeiro Turno por Microrregiões.


Mesorregião Metropolitana-Belém


Microrregião Belém: Belém, Ananindeua,Barcarena, Benevides, Marituba, Santa Bárbara.

Belém:
Jatene 367.418
Ana Júlia: 266.826
Juvenil: 56.707
F.Carneiro: 53.586
Cleber: 22.951

Ananindeua
Jatene: 91.051
Ana Júla: 57.905
Juvenil: 32.240
F.Carneiro: 13.233
Cléber: 8.404


Barcarena:
Jatene: 24.097
Ana: 18.149
Juvenil: 2.802
F.Carneiro: 1.783
Cleber: 946

Benevides:
Jatene: 12.240
Ana: 7.987
Juvenil: 2.990
F.Carneiro: 636
Cleber: 421

Marituba:
Jatene: 21.149
Ana: 14.771
Juvenil: 5.658
F.Carneiro: 1.843
Cleber: 1.177

Santa Bárbara:
Jatene: 4.910
Ana: 3.596
Juvenil: 752
F.Carneiro: 188
Cleber: 110

Total Microrregião Belém:
Jatene: 520.865
Ana: 369.234
Juvenil: 101.149
F.Carneiro: 71.309
Cleber: 34.013




Microrregião Castanhal: Castanhal, Bujarú, Inhangapí, Santa Isabel do Pará, Santo Antônio do Tauá
Castanhal:
Jatene: 53.502
Ana: 18.709
Juvenil: 6.592
F.Carneiro: 3.339
Cleber: 469


Bujarú:
Jatene: 5.684
Ana: 5.285
Juvenil: 767
F.Carneiro: 184
Cleber: 177


Inhangapí:
Jatene: 3.138
Ana: 1.540
Juvenil: 1.014
F.Carneiro: 92
Cleber: 08


Santa Izabel do Pará:
Jatene: 14.579
Ana: 8.831
Juvenil: 3.344
F.Carneiro: 622
Cleber: 413


Santo Antônio do Tauá:
Jatene: 7.518
Ana: 4.218
Juvenil: 4.114
F.Carneiro: 214
Cleber: 114


Total Microrregião Castanhal:
Jatene: 84421
Ana: 38.584
Juvenil: 14.831
F.Carneiro: 4.451
Cleber: 1.181



Nordeste do Pará:
Microrregião Salgado: Colares, Curuçá, Magalhães Barata, Maracanã, Marapanin, Salinópolis


Colares:
Jatene: 2.211
Ana: 2.868
Juvenil: 1.229
F.Carneiro: 86
Cleber: 62



Curuçá:
Jatene: 10.534
Ana: 7.503
Juvenil: 1.246
F.Carneiro: 227
Cleber: 52

Magalhães Barata:
Jatene: 1.395
Ana: 3.432
Juvenil: 340
F.Carneiro: 28
Cleber: 25


Maracanã:
Jatene: 6.853
Ana: 4.500
Juvenil: 4.402
F.Carneiro: 190
Cleber: 63


Marapanin:
Jatene: 10.053
Ana: 4.051
Juvenil: 1.425
F.Carneiro: 192
Cleber: 53


Salinópolis:
Jatene: 12.142
Ana: 5.288
Juvenil: 1.897
F.Carneiro: 521
Cleber: 77


Total: Meso-Nordeste- Microrregião Salgado:
Jatene: 69.725
Ana: 45.521
Juvenil: 22.569
F.Carneiro: 1.897
Cleber: 541




Total : Meso Nordeste- Microrrregião Salgado:

Jatene: 69.725
Ana: 45.521
Juvenil 22.569
F.Carneiro: 1.897
Cleber: 541



Mesorregião Marajó: Portel, Bagre, Gurupá, Melgaço.


Portel:
Jatene: 9.191
Ana: 5.632
Juvenil: 2.405
F.Carneiro: 222
Cleber: 18


Bagre:
Jatene: 3.369
Ana: 2.967
Juvenil: 289
F.Carneiro: 46
Cleber: 16


Gurupá:
Jatene: 4.027
Ana: 6.456
Juvenil: 438
F.Carneiro: 65
Cleber: 07


Melgaço:
Jatene: 4.536
Ana: 2.231
Juvenil: 227
F.Carneiro: 40
Cleber: 04


Total: Microrregião Portel:
Jatene: 21.123
Ana: 17.286
Juvenil: 3.359
F.Carneiro: 373
Cleber: 45


Marajó- Microrregião Furos de breves: Breves, Afuá, Anajás, Curralinho, São Sebastião da B.Vista.


Breves:
Jatene: 19.354
Ana: 10.222
Juvenil: 2.845
F.Carneiro: 600
Cleber: 78



Afuá:
Jatene: 6.625
Ana: 4.082
Juvenil: 2.436
F.Carneiro: 106
Cleber: 05


Anajás:
Jatene: 6.346
Ana: 3.222
Juvenil: 645
F.Carneiro: 108
Cleber: 05


Curralinho:
Jatene: 4.318
Ana: 6.270
Juvenil: 914
F.Carneiro: 136
Cleber: 32


São Sebastião da Boa Vista:
Jatene: 4.626
Ana: 6.966
Juvenil: 468
F.Carneiro: 95
Cleber: 31


Total: Microrregião Breves:
Jatene: 41.269
Ana: 30.762
Juvenil: 7.308
F.Carneiro: 1.045
Cleber: 151



Marajó: Microrregião Arari : Cachoeira do Arari, Chaves,Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Ararí, Soure.


Cachoeira do Arari.
Jatene: 3.437
Ana: 6.365
Juvenil: 1.167
F.Carneiro: 116
Cleber: 72


Chaves:
Jatene: 2.661
Ana: 2.954
Juvenil: 1.136
F.Carneiro: 08
Cleber: 09



Muaná:
Jatene: 5.431
Ana: 7.406
Juvenil: 1.320
F.Carneiro: 97
Cleber: 27


Ponta de Pedras:
Jatene: 5.418
Ana: 5.372
Juvenil: 733
F.Carneiro: 200
Cleber: 86



Salvaterra:
Jatene: 5.923
Ana: 4.344
Juvenil: 854
F.Carneiro: 113
Cleber: 100



Santa Cruz do Ararí:
Jatene: 1.613
Ana: 2.372
Juvenil: 158
F.Carneiro: 27
Cleber: 04



Soure:
Jatene: 3.949
Ana: 6.199
Juvenil: 2.220
F.Carneiro: 190
Cleber: 75



Total: Marajó- Microrregião Arari:
Jatene: 28.432
Ana: 35.012
Juvenil: 7.588
F.Carneiro: 752
Cleber: 373


Mesorregião Baixo Amazonas-0 Microrregião Óbidos: Óbidos, Faro, Juruti, Oriximiná, Terra Santa


Óbidos:
Jatene: 7.151
Ana: 13.544
Juvenil: 1.209
F.Carneiro: 266
Cleber: 55


Faro:
Jatene: 1.225
Ana: 1.710
Juvenil: 1.055
F.Carneiro: 22
Cleber: 02


Jurutí:
Jatene: 7.810
Ana: 9.936
Juvenil: 558
F.Carneiro: 164
Cleber: 08


Oriximiná:
Jatene: 12.968
Ana: 13.169
Juvenil: 946
F.Carneiro: 411
Cleber: 73

Terra Santa:
Jatene: 3.095
Ana: 2.150
Juvenil: 1.967
F.Carneiro: 60
Cleber: 05


Total: Mesorregião Baixo Amazonas- Microrregião Óbidos:
Jatene: 32.249
Ana: 40.509
Juvenil: 5.735
F.Carneiro: 923
Cleber: 143


Mesorregião Baixo Amazonas- Microprregião Santarém: Santarém, Alenquer, Belterra, Curuá, Monte Alegre, Prainha, Placas.


Santarém:
Jatene: 80.357
Ana: 36.296
Juvenil: 13.731
F.Carneiro: 7.299
Cleber: 501


Alenquer:
Jatene: 12.348
Ana: 9.385
Juvenil: 1.602
F.Carneiro: 481
Cleber: 42


Belterra:
Jatene: 3.374
Ana: 3.965
Juvenil: 1.094
F.Carneiro: 116
Cleber: 19


Curuá:
Jatene: 2.255
Ana: 3.753
Juvenil: 247
F.Carneiro: 87
Cleber: 03


Monte Alegre:
Jatene: 15.960
Ana: 7.905
Juvenil: 6.126
F.Carneiro: 295
Cleber: 36


Prainha:
Jatene: 7.074
Ana: 4.115
Juvenil: 2.181
F.Carneiro: 41
Cleber: 09


Placas:
Jatene: 4.168
Ana: 2.520
Juvenil: 729
F.Carneiro: 22
Cleber: 03


Total: Meso Baixo Amazonas- Micro r: Santarém:
Jatene: 122.536
Ana: 67.939
Juvenil: 25.710
F.Carneiro: 8.341
Cleber: 613




Meso-Baixo Amazona- Micror: Almeirim: Almeirim, Porto de Moz

Almeirim:
Jatene: 6.815
Ana: 6.560
Juvenil: 1.518
F.Carneiro: 58
Cleber: 17


Porto de Moz:
Jatene: 5.566
Ana: 4.538
Juvenil: 1.019
F.Carneiro: 95
Cleber: 06


Total: Meso Baixo Amazonas- Micror: Almeirim:
Jatene: 12.381
Ana: 11.098
Juvenil: 2.537
F.Carneiro: 153
Cleber: 23B



Mesorregião Bragantina: Augusto Corrêa, Bonito, Bragança, Capanema, Igarapé-Açú, Nova Tiboteua, Peixe-Boi, Primavera, Quatipuru Santa Maria do Pará, antarém Novo, São Francisco do Pará, Traquateua


Augusto Corrêa:
Jatene: 7.680
Ana: 9.515
Juvenil: 3.259
F.Carneiro: 277
Cleber: 56


Bonito:
Jatene: 3.434
Ana: 2.419
Juvenil: 1.092
F.Carneiro: 38
Cleber:15


Bragança:
Jatene: 26.145
Ana: 17.921
Juvenil: 6.774
F.Carneiro: 965
Cleber:446


Capanema:
Jatene: 13.891
Ana: 16.906
Juvenil: 3.242
F.Carneiro: 553
Cleber:184


Igarapé-Açú:
Jatene: 9.645
Ana: 6.683
Juvenil: 2.653
F.Carneiro: 268
Cleber:69


Nova Timboteua:
Jatene: 3.638
Ana: 3.327
Juvenil: 767
F.Carneiro: 106
Cleber:27


Peixe-Boi
Jatene: 2.102
Ana: 1.713
Juvenil: 1.200
F.Carneiro: 88
Cleber:39


Primavera:
Jatene: 3.767
Ana: 1.327
Juvenil: 1.175
F.Carneiro: 51
Cleber:180


Quatipuru:
Jatene: 2.332
Ana: 2.520
Juvenil: 947
F.Carneiro: 70
Cleber:15


Santa Maria do Pará:
Jatene: 7.992
Ana: 3.679
Juvenil: 1.120
F.Carneiro: 121
Cleber:47



Santarém Novo
Jatene: 1.644
Ana: 1.167
Juvenil: 1.382
F.Carneiro: 46
Cleber:13


São Francisco do Pará:
Jatene: 5.365
Ana: 2.735
Juvenil: 604
F.Carneiro: 93
Cleber:31


Traquateua:
Jatene: 7.032
Ana: 6.192
Juvenil: 1.316
F.Carneiro: 107
Cleber:40


Meso Bragantina: Total
Jatene: 94.667
Ana: 76.104
Juvenil: 25.531
F.Carneiro: 2.783
Cleber:1.000


Meso Nordeste: Microrregião Tocantina: Cametá, Abaetetuba, Baião, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajurú, Mocajuba, Oeiras do Pará.


Cametá:
Jatene: 27.947
Ana: 29.209
Juvenil: 2016
F.Carneiro: 619
Cleber:80


Abaetetuba:
Jatene: 29.235
Ana: 39.209
Juvenil: 2.007
F.Carneiro: 1.323
Cleber:26


Baião:
Jatene: 6.617
Ana: 8.135
Juvenil: 875
F.Carneiro: 109
Cleber: 26


Igarapé-Miri.
Jatene: 16.894
Ana: 13.293
Juvenil: 1.304
F.Carneiro: 259
Cleber:121


Limoeiro do Ajuru:
Jatene: 4.898
Ana: 7.200
Juvenil: 259
F.Carneiro: 63
Cleber:07


Mocajuba:
Jatene: 6.633
Ana: 7.558
Juvenil: 567
F.Carneiro: 111
Cleber:35


Oeiras do Pará:
Jatene: 5.865
Ana: 6.292
Juvenil: 465
F.Carneiro: 113
Cleber:24


Total Meso Nordeste-Micro-Cametá:
Jatene: 98.089
Ana: 110.894
Juvenil: 7.493
F.Carneiro: 2.597
Cleber:609


Mesorregião Nordeste- Microrregião: Tome-açú: Acará, Concórdia do Pará, Mojú, Tailândia, Tomé-Açú.


Acará:
Jatene: 10.020
Ana: 12.738
Juvenil: 1.408
F.Carneiro: 211
Cleber:149


Concórdia do Pará:
Jatene: 6.329
Ana: 6.016
Juvenil: 410
F.Carneiro: 74
Cleber:40


Mojú:
Jatene: 13.222
Ana: 10.767
Juvenil: 6.152
F.Carneiro: 256
Cleber: 194


Tailândia:
Jatene: 17.049
Ana: 3.868
Juvenil: 4.435
F.Carneiro: 177
Cleber:44


Tomé-Açú:
Jatene: 12.693
Ana: 11.728
Juvenil: 860
F.Carneiro: 120
Cleber:44

Total: Meso Nordeste- Micro- Tomé-Açú:
Jatene: 59.313
Ana: 45.117
Juvenil: 13.265
F.Carneiro: 838
Cleber:508


Mesorregião Nordeste- Microrregião: Guamá: Cachoeira do Piriá, Capitão Poço, Garrafão do Norte, Irituia, Mãe do rio, São Domingos do Capim, São Miguel do Guamá,Vizeu, Aurora do Pará, Ipixuna do Pará, Nova Esperança do Piriá, Santa Luzia do Pará.


Cachoeira do Piriá:
Jatene: 3.101
Ana: 3.467
Juvenil: 555
F.Carneiro: 20
Cleber:09


Capitão Poço:
Jatene: 14.862
Ana: 6.838
Juvenil: 2.811
F.Carneiro: 182
Cleber:52


Garrafão do Norte:
Jatene: 4.907
Ana: 6.313
Juvenil: 1.559
F.Carneiro: 99
Cleber:15


Irituia:
Jatene: 7.435
Ana: 6.265
Juvenil: 2.664
F.Carneiro: 191
Cleber:29


Mãe do rio:
Jatene: 10.142
Ana: 4.278
Juvenil: 1.525
F.Carneiro: 93
Cleber:21


São Domingos do Capim:
Jatene: 8.240
Ana: 6.338
Juvenil: 545
F.Carneiro: 144
Cleber:30


São Miguel do Guamá:
Jatene: 15.640
Ana: 3.590
Juvenil: 4.467
F.Carneiro: 269
Cleber:53


Viseu:
Jatene: 7.602
Ana: 15.311
Juvenil: 1.470
F.Carneiro: 474
Cleber:57


Aurora do Pará:
Jatene: 6.516
Ana: 3.346
Juvenil: 1.091
F.Carneiro: 47
Cleber:13


Ipixuna do Pará:
Jatene: 5.795
Ana: 5.741
Juvenil: 481
F.Carneiro: 50
Cleber:12


Santa Luzia do Pará:
Jatene: 4.824
Ana: 5.237
Juvenil: 514
F.Carneiro: 69
Cleber:27


Total - Meso Nordeste- Micro- Guamá:
Jatene: 93.459
Ana: 71.083
Juvenil: 18.037
F.Carneiro: 1.692
Cleber:324



Mesorregião Sudeste do Pará: Microrregião Tucurui. Microrregião Paragominas, Microrregião São Félix do Xingu, microrregião Parauapebas, Microrregião Marabá, Microrregião Redenção.


Microrregião Tucurui: Tucurui,Itupiranga, Jacundá, Nova Ipixuna, Novo Repartimento, Breu Branco:


Tucurui:
Jatene: 26.777
Ana: 18.135
Juvenil: 2.842
F.Carneiro: 1.291
Cleber:204


Itupiranga:
Jatene: 9.001
Ana: 10.432
Juvenil: 1.467
F.Carneiro: 73
Cleber:17


Jacundá:
Jatene: 13.913
Ana: 6.957
Juvenil: 2.724
F.Carneiro: 205
Cleber:28


Nova Ipixuna:
Jatene: 3.585
Ana: 3.020
Juvenil: 549
F.Carneiro: 59
Cleber:06


Novo Repartimento:
Jatene: 13.771
Ana: 9.649
Juvenil: 3.359
F.Carneiro: 186
Cleber:20


Breu Branco:
Jatene: 10.246
Ana: 6.133
Juvenil: 1.555
F.Carneiro: 185
Cleber:41


Total : Meso Sudeste- Microrregião Tucurui:
Jatene: 77.473
Ana: 54.326
Juvenil: 12.496
F.Carneiro: 1.999
Cleber:316



Meso Sudeste- Microrregião Paragominas: Paragominas, Bpm Jesus do Tocantins, Dom Eliseu, Rondon do Pará, Abel Figueiredo, Goianésia do Pará, Ulianópolis:


Paragominas:
Jatene: 27.607
Ana: 11.702
Juvenil: 2.759
F.Carneiro: 441
Cleber:132


Bom Jesus do Tocantins:
Jatene: 2.737
Ana: 2.985
Juvenil: 263
F.Carneiro: 28
Cleber:02


Dom Eliseu:
Jatene: 8.276
Ana: 6.015
Juvenil: 3.489
F.Carneiro: 143
Cleber:20



Rondon do Pará:
Jatene: 7.974
Ana: 8.030
Juvenil: 3.250
F.Carneiro: 65
Cleber:21


Abel Figueiredo:
Jatene: 1.584
Ana: 1.827
Juvenil: 249
F.Carneiro: 03
Cleber:02



Goianésia do Pará:
Jatene: 8.244
Ana: 3.785
Juvenil: 2.690
F.Carneiro: 170
Cleber:35



Ulianópolis:
Jatene: 4.870
Ana: 3.866
Juvenil: 992
F.Carneiro: 38
Cleber:13



Total: Meso Sudeste- Microrregião Paragominas:
Jatene: 61.292
Ana: 38.210
Juvenil: 13.692
F.Carneiro: 888
Cleber:225


Mesorregião Sudeste: Microrregião São Félix do Xingú: São Félix do Xingú, Ourilândia do Norte,Tucumã, Cumaru do Norte, Bannach.


São Félix do Xingu:
Jatene: 8.382
Ana: 7.756
Juvenil: 5.048
F.Carneiro: 155.
Cleber:23


Ourilândia do Norte:
Jatene: 5.566
Ana: 4.611
Juvenil: 1.160
F.Carneiro: 44
Cleber:16


Tucumã:
Jatene: 7.680
Ana: 5.903
Juvenil: 1.475
F.Carneiro: 42
Cleber: 39

Cumarú
do Norte:
Jatene: 1.327
Ana: 1.344
Juvenil: 673
F.Carneiro: 03
Cleber:03



Bannach:
Jatene: 920
Ana: 992
Juvenil: 60
F.Carneiro: 02
Cleber:01

Total: Meso Sudeste- Microrregião: São Félix do Xingu:
Jatene: 23.875
Ana: 20.606
Juvenil: 3.368
F.Carneiro: 246
Cleber:82

Mesorregião Sudeste- Microrregião Parauapebas: Parauapebas, Curionópolis, Canaã dos Carajás, Água Azul do Norte, Eldorado do Carapás.


Parauapebas:
Jatene: 31.425
Ana: 18.820
Juvenil: 6.472
F.Carneiro: 1.780
Cleber:298



Curionópolis:
Jatene: 3.228
Ana: 3.330
Juvenil: 2.494
F.Carneiro: 96
Cleber:12



Canaã dos Carajás:
Jatene: 5.391
Ana: 3.662
Juvenil: 2.707
F.Carneiro: 112
Cleber:49



Água Azul do Norte:
Jatene: 3.268
Ana: 2.042
Juvenil: 685
F.Carneiro: 52
Cleber:03



Eldorado do Carajás:
Jatene: 4.741
Ana: 5.378
Juvenil: 582
F.Carneiro: 146
Cleber:15



Total - Meso Sudeste- Microrregião Parauapebas:
Jatene: 48.053
Ana: 33.232
Juvenil: 12.940
F.Carneiro: 2.186
Cleber:377



Mesorregião Sudeste- Microrregião Marabá: Marabá, Brejo Grande do Araguaia, São João do Araguaia, Palestina do Pará, São Domingos do Araguaia.


Marabá:
Jatene: 43.251
Ana: 44.192
Juvenil: 6.489
F.Carneiro: 1.764
Cleber:454



Brejo Grande do Araguaia:
Jatene: 1.467
Ana: 1.921
Juvenil: 194
F.Carneiro: 26
Cleber:07



São João do Araguaia:
Jatene: 1.685
Ana: 1.773
Juvenil: 128
F.Carneiro: 47
Cleber:14



Palestina do Pará:
Jatene: 1.876
Ana: 1.595
Juvenil: 252
F.Carneiro: 29
Cleber:01



São Domingos do Araguaia:
Jatene: 4.059
Ana: 4.498
Juvenil: 1.432
F.Carneiro: 76
Cleber:07



Total : Meso Sudeste- Microrregião Marabá:
Jatene: 52.338
Ana: 53.979
Juvenil: 8.495
F.Carneiro: 1.942
Cleber:483



Mesorregião Sudeste- Microrregião Redenção: Redenção, Piçarra, Rio Maria, São Geraldo Araguaia, Xinguara, Pau D’Arco:


Redenção:
Jatene: 21.371
Ana: 8.825
Juvenil: 6.478
F.Carneiro: 339
Cleber:82



Piçarra:
Jatene: 2.371
Ana: 2.259
Juvenil: 995
F.Carneiro: 09
Cleber: 02



Rio Maria:
Jatene: 3.484
Ana: 4.549
Juvenil: 902
F.Carneiro: 37
Cleber:07



São Geraldo do Araguaia:
Jatene: 5.942
Ana: 3.268
Juvenil: 3.927
F.Carneiro: 26
Cleber:09


Xinguara:
Jatene: 9.020
Ana: 8.938
Juvenil: 900
F.Carneiro: 151
Cleber: 44



Pau D”Arco:
Jatene: 1.468
Ana: 1.617
Juvenil: 794
F.Carneiro: 20
Cleber:08


Total: Meso-Sudeste- Microrregião Redenção
Jatene: 43.656
Ana: 29.456
Juvenil: 13.996
F.Carneiro: 582
Cleber:152



Mesorregião Sudeste: Microrregião Conceição do Araguaia: Conceição do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Floresta do Araguaia:


Conceição do Araguaia:
Jatene: 10.248
Ana: 9.032
Juvenil: 1.135
F.Carneiro: 175
Cleber: 59



Santa Maria das Barreiras:
Jatene: 2.139
Ana: 2.121
Juvenil: 2.730
F.Carneiro: 13
Cleber:04



Santana do Araguaia:
Jatene: 4.911
Ana: 3.975
Juvenil: 3.484
F.Carneiro: 23
Cleber:06



Floresta do Araguaia:
Jatene: 2.360
Ana: 4.210
Juvenil: 676
F.Carneiro: 47
Cleber:05


Total: Meso Sudeste- Microrregião Conceição do Araguaia:
Jatene: 19.658
Ana: 19.338
Juvenil: 8.025
F.Carneiro: 258
Cleber:74



Mesorregião Sudoeste: Microrregião Itaituba, Microrregião Altamira:



Mesorregião Sudoeste – Microrregião Itaituba: Itaituba, Aveiro, Trairão. Novo Progresso, Jacareacanga, Rurópolis:


Itaituba:
Jatene: 23.794
Ana: 13.770
Juvenil: 5.758
F.Carneiro: 504
Cleber:114

Aveiro:
Jatene: 2.707
Ana: 2.702
Juvenil: 829
F.Carneiro: 26
Cleber:15

Trairão:
Jatene: 2.786
Ana: 1.938
Juvenil: 1.060
F.Carneiro: 41
Cleber:01


Novo Progresso:
Jatene: 4.600
Ana: 4.044
Juvenil: 1.315
F.Carneiro: 17
Cleber:20



Jacareacanga:
Jatene: 13.913
Ana: 6.957
Juvenil: 2.724
F.Carneiro: 205
Cleber:28



Rurópolis:
Jatene: 5.718
Ana: 3.824
Juvenil: 1.092
F.Carneiro: 59
Cleber:06


Total: Meso Sudoeste- Micro Itaituba:
Jatene: 53.518
Ana: 33,235
Juvenil: 12.778
F.Carneiro: 852
Cleber:184



Mesorregião Sudoeste – Microrregião Altamira: Altamira, Anapú, Medicilândia, Pacajá. Senador José Porfírio, Uruará, Brasil Novo, Vitória do Xingu.



Altamira:
Jatene: 22.111
Ana: 7.302
Juvenil: 14.453
F.Carneiro: 517
Cleber:70



Anapú:
Jatene: 4.616
Ana: 2.246
Juvenil: 1.342
F.Carneiro: 21
Cleber: 02



Medicilândia:
Jatene: 4.824
Ana: 4.541
Juvenil: 1.962
F.Carneiro: 131
Cleber:04



Pacajá:
Jatene: 8.218
Ana: 4.500
Juvenil:
F.Carneiro: 105
Cleber:10



Senador José Porfírio:
Jatene: 2.048
Ana: 1.468
Juvenil: 1.375
F.Carneiro: 26
Cleber:0



Uruará:
Jatene: 6.559
Ana: 2.611
Juvenil: 8.724
F.Carneiro: 58
Cleber:09



Brasil Novo:
Jatene: 5.028
Ana: 2.421
Juvenil: 1.440
F.Carneiro: 27
Cleber: 02



Vitória do Xingu:
Jatene: 3.008
Ana: 1.694
Juvenil: 1.199
F.Carneiro: 60
Cleber:04



Total: Meso Sudoeste – Microrregião Altamira:
Jatene: 36.512
Ana: 26.783
Juvenil: 24.986
F.Carneiro: 945
Cleber:101

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Artigo:Eleições 2010 e o peso de Lula nas eleições.

*Prof. Dr. Manoel Alves da Silva
Passadas as eleições, os candidatos, os partidos políticos, especialistas e o público em geral se perguntam: O que leva o eleitor a definir seu voto, ou seja, sua decisão em votar num candidato é pautada por qual critério? Existe uma racionalidade que orienta esta decisão, ou ela é substancialmente baseada no seu estado emocional?
No livro a cabeça do eleitor o autor apresenta uma assertiva segundo a qual governos bem avaliados se reelegem ou elegem seu sucessor, bem como o contrário -também - é verdadeiro, ou seja, governos mal avaliados não se reelegem, nem tão pouco, elegem seus sucessores. Segundo este raciocínio há uma lógica que orienta a decisão do voto por parte do eleitor.


A avaliação positiva ou negativa que o eleitor atribui a um determinado governo está relacionada ao grau de satisfação deste eleitor, sendo assim quanto mais o eleitor vê seus interesses atendidos, maior será sua satisfação com o governo, e em proporções similares será sua avaliação positiva em relação ao governante.
Mas afinal o que leva o eleitor a decidir seu voto? Na hora de votar o eleitor trás, também na sua memória comportamental, a lógica do jeitinho Brasileiro (Roberto DaMatta), ou seja regras essenciais da convivência societária podem ser violadas ou negligenciadas. Afinal quem está atrás tem o direito de ficar na frente, e quem está na posição de baixa deve aspirar à posição de cima. E nesse momento regras sempre foram feitas para servir a quem está ou na frente ou em posição de superioridade, logo podem e devem ser desconsideradas. “Afinal quem tem fome tem pressa”, mesmo que para atingir seus objetivos adotem posturas “alopradas”.


Ao buscarmos entender a lógica do comportamento individual/ coletivo na sociedade, observamos certa tolerância com ações que desrespeitam as regras estabelecidas. Nossas elites políticas (governantes) consideram absolutamente “normal” utilizar o dinheiro público para atender os interesses de grupos particulares: pagar parlamentares para obter maioria congressual, um partido pode orientar seus ascetas a violar sigilo bancário, fiscal, montar dossiês baseados em dados restritos ao uso do Estado, sendo manipulados ao sabor dos interesses de grupos, na guerra santa que este (partido) trava contra o mal (os adversários). Apropriar-se do dinheiro público para corromper a opinião pública, e a própria sociedade.


Esse consentimento sub-reptício que as elites acreditam possuir para se apropriar do patrimônio público, ou de utilizar a esfera pública para fins privados (partidários); ou seja, uma legitimidade para infringir a legalidade, também perpassa às camadas populares. Haveria uma ambiência de micro corrupção sedimentada por práticas micro corruptivas no cotidiano popular. Sendo assim o agir coletivo desde estratos sociais populares às elites estão impregnados por uma lógica patrimonialista. Emblematicamente simboliza uma profunda tolerância com as ações transgressoras às regras majoritariamente constituídas; ou seja, a legalidade.


Partindo dessa lógica retomamos a assertiva desenvolvida na literatura sociológica (a cabeça do Brasileiro, a cabeça do eleitor) para focarmos as eleições 2010. O resultado das eleições demonstrou à vitória da candidata do PT, mas não no primeiro turno. Por outro lado, os governadores do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Santa Catarina, Paraná, venceram. Ancorado no argumento apresentado nesse texto, digo que: essas vitórias representam a satisfação dos eleitores com os respectivos governantes.

Assim como a governadora do Rio Grande do Sul não se reelegeu, por força da rejeição altíssima. No caso do Estado do Pará, a governadora Ana Julia com rejeição superior a 40% terá grandes dificuldades, no segundo turno. Neste caso o eleitor não está vendo seus interesses atendidos, levando-os a rejeitarem as governantes, e, por conseguinte, não reelegê-las.


Nas disputas para os governos estaduais a influência do presidente Lula é residual, não decisiva. A vitória do candidato petista no Rio Grande do Sul não está relacionada à popularidade do presidente lula, até porque se isso fosse verdadeiro, essa mesma popularidade teria revertido às derrotas no Pará, e em São Paulo. As eleições para presidente e de governador possuem dinâmicas diferenciadas, pautadas em escalas de interesses distintos.

No estado do Pará a candidata Dilma venceu o candidato do PSDB, contudo a candidata petista ao governo do Pará Ana Julia foi derrotada, pelo candidato do PSDB, no Rio Grande do Sul, o PSDB perdeu para o PT, no Acre Marina perdeu para o Serra, e em São Paulo, embora Mercadante tenha recebido apoio ostensivo de Lula isso não evitou a derrota de Mercadante/Dilma. Em Brasília, endereço domiciliar do presidente mais popular da historia do Brasil a Marina ganhou.


Sendo assim a popularidade do presidente Lula é receptiva em ambientes nos quais há densidade de satisfação por parte do eleitor, mas é residual e assume contornos alegóricos em situações de rejeição aos governantes, e insatisfação; quando os interesses dos eleitores não são atendidos por esses governantes. Nesses casos o presidente Lula não consegue transferir seu lastro de popularidade àqueles governantes que possuem avaliação negativa. Mas há sempre a possibilidade do eleitor trocar quatro anos de escola pública por uma cesta básica, na mesma proporção existe o política para oferecer esse escombro, pautado na lógica do “jeitinho brasileiro”. Contudo o eleitor vota de acordo com a sua lógica de interesse.

Eleições Presidenciais 2010: Manifesto dos Reitores das Federais à Nação brasileira

EDUCAÇÃO – O BRASIL NO RUMO CERTO
(Manifesto de Reitores das Universidades Federais à Nação Brasileira)

Da pré-escola ao pós-doutoramento – ciclo completo educacional e
acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e
profissional – consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos
anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas
implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta
de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do
Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante
da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima
da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de
povo trabalhador.

Caminhamos a passos largos para alcançar patamares
mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que
não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele
em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e
consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a
Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi
universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a
ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e
Institutos Federais. Através do PROUNI, possibilitou-se o acesso ao
ensino superior a mais de 700.000 jovens.

Com a implantação do REUNI,
estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de
leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados.

Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.


Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o
País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade
brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e
que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a
continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os
níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o
Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais
decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.


Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial,
no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele
também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em
educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi
exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de
mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas
e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive,
relativas à Autonomia Universitária.


Alan Barbiero – Universidade Federal do Tocantins (UFT)
José Weber Freire Macedo – Univ. Fed. do Vale do São Francisco
(UNIVASF)
Aloisio Teixeira – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Josivan Barbosa Menezes – Universidade Federal Rural do Semi-árido
(UFERSA)
Amaro Henrique Pessoa Lins – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Malvina Tânia Tuttman – Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UNIRIO)
Ana Dayse Rezende Dórea – Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Maria Beatriz Luce – Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Antonio César Gonçalves Borges – Universidade Federal de Pelotas
(UFPel)
Maria Lúcia Cavalli Neder – Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Carlos Alexandre Netto – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS)
Miguel Badenes P. Filho – Centro Fed. de Ed. Tec. (CEFET RJ)
Carlos Eduardo Cantarelli – Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)
Miriam da Costa Oliveira – Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA
(UFCSPA)
Célia Maria da Silva Oliveira – Univ. Federal de Mato Grosso do Sul
(UFMS)
Natalino Salgado Filho – Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Damião Duque de Farias – Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Paulo Gabriel S. Nacif – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
(UFRB)
Felipe .Martins Müller – Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).
Pedro Angelo A. Abreu – Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri
(UFVJM)
Hélgio Trindade – Univ. Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
Ricardo Motta Miranda – Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Hélio Waldman – Universidade Federal do ABC (UFABC)
Roberto de Souza Salles – Universidade Federal Fluminense (UFF)
Henrique Duque Chaves Filho – Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Romulo Soares Polari – Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Jesualdo Pereira Farias – Universidade Federal do Ceará – UFC
Sueo Numazawa – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
João Carlos Brahm Cousin – Universidade Federal do Rio Grande – (FURG)
Targino de Araújo Filho – Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)
José Carlos Tavares Carvalho – Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
Thompson F. Mariz – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
José Geraldo de Sousa Júnior – Universidade Federal de Brasília (UNB)
Valmar C. de Andrade – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
José Seixas Lourenço – Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Virmondes Rodrigues Júnior – Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Walter Manna Albertoni – Universidade Federal de São Paulo ( UNIFESP)

sábado, 2 de outubro de 2010

Sucessão de 2010: Artigo escrito em 23/01/2010- Uma alerta que não foi ouvido

Sucessão de 2010: um balanço inicial do governo Ana Júlia


Para introduzir minha análise apresento alguns dados recentes acerca da imagem da governadora do Pará perante o eleitorado estadual.
Dêem uma olhada a quantas andam a imagem da governadora do Pará:as fontes são confiáveis e retrata uma pesquisa de dezembro de 2009.

2.Percepção da imagem da Governadora Ana Júlia

E como a Governadora Ana Júlia Carepa é vista pela população do Pará? O que vem a mente deste povo quando se fala o nome de Ana Júlia?

O tamanho da imagem Positiva é de apenas 23%. Agora, quando se trata de imagem Negativa o índice vai para 65%. Em relação às mesorregiões do Estado, a que se destaca com melhor percentual de imagem positiva é a mesorregião do Baixo Amazonas, 49%. As de piores desempenhos de imagem da governadora são: Marajó (93%), seguida da Metropolitana (75%), Sudoeste (71%) e Nordeste 60%).

A ANÁLISE:
1- Dediquei 17 anos de minha vida ao PT. Desfiliei-me politicamente no ano de 2002. Entre os anos de 1981 e 1984 fiquei transitando entre a convergência, DS, e a dissidência esquerda do PC do B , para finalmente ingressar com toda força no PRC até 1988. No PT, o PRC adentrou a partir de 1985 e lançou Humberto Cunha prefeito de Belém, alcançando o percentual histórico, para aquela época, de 10% do eleitorado.
Fui da direção municipal e estadual do PT e da direção estadual e nacional da CUT.

2- Saí do PT por motivos profissionais, já era mestre em Ciência Política e estava cursando o doutorado, aí eu teria dois caminhos, ou seria cientista do PT, ou um acadêmico da UFPA para discutir, sem o constrangimento de enfrentar a disciplina partidária, temas polêmicos como o mensalão, ou a avaliação de governo quando o PT fosse o partido incumbente. Optei pela segunda alternativa.

3- Hoje assisto com alegria o grande desempenho de um governo de centro esquerda no Brasil, o governo Lula, sem dúvida será lembrado como aquele que alçou vôo, levando consigo grande parte do povo brasileiro. Até recentemente o crescimento econômico não era acompanhado da distribuição de rendas, controle inflacionário e geração de novos empregos formais. Lula, pelos números ostentados em relação a: investimento em educação, nas universidades federais e no ensino técnico e tecnológico. Investimento no ensino fundamental e nos salários dos professores. Investimento na agricultura familiar, que gerará nos próximos 15 anos uma classe média rural. A política de cotas nas universidades que gerará uma nova classe média, baseada nos sem universidades de ontem. Enfim Lula tem indicadores em todas as áreas das políticas de Estado, incluindo a diminuição da dependência comercial com os EUA e ampliando o acesso ao comércio com a China, África do Sul, Rússia e Oriente médio. Então podemos afirmar com convicção, o governo Lula têm muito mais méritos do que deméritos, daí ser o presidente brasileiro campeão em popularidade.

E o governo Ana Júlia como vai?
4- Como ponto de partida posso afirmar que quando penso em Ana Júlia me sobressai, de início, imagens negativas: DAS para manicure, privilégio ao piloto namorado, a menor encarcerada de Abaetetuba, o escândalo do kit escolar, mortes de bebês na Santa Casa, o sucateamento do Ophir Loyola, e agora mais recentemente, denúncias em torno de propinas a partir de obras públicas.

5- Do ponto de vista político outras imagens negativas se sobressaem: concentração do núcleo de governos nas mãos de pouquíssimas pessoas de seu relacionamento pessoal, em detrimento do partido e da base de apoio partidário e parlamentar. Reclamações de toda a base aliada de que os acordos firmados com a Casa Civil nunca são cumpridos. Reclamações da bancada federal quanto às emendas orçamentárias para o estado, onde a governadora, prometeu e não cumpriu de que acrescentaria às emendas individuais o mesmo valor alocado pelo deputado federal ou senador, independente de partido. Incapacidade em gastar os recursos orçamentários alocados pelos deputados e senadores, através de emendas de bancada. Neste ano o governo do estado não teria tido a capacidade gastar em torno de 500 milhões, das verbas destinadas ao estado e esta teria sido devolvida.

6- Estes erros, que são crassos nas relações políticas, poderiam e deveriam ser superados a qualquer momento, principalmente relacionado à base aliada, bastando para isso que a chefe do executivo bata o martelo e altere as relações políticas e institucionais que vem estabelecendo com a base aliada.
Há nove meses das próximas eleições esta decisão ainda não foi tomada, e hoje tenho muitas dúvidas se as relações de parcerias e confiança ainda podem ser reestabelecidas com a base de centro direita no parlamento e nas prefeituras. Quanto ao PT, este não tem outro caminho de que não seja tentar viabilizar a candidatura Ana para que tenha reflexos eleitorais positivos, através do desempenho da legenda e na conquista de um quociente eleitoral favorável às bancadas federais, estaduais, e na disputa senatorial.

7- Mas neste mar de imagens negativas, o governo tem o que mostrar, mas passou 36 meses sem conseguir mostrá-los, ou quando o fez, o executou sem criatividade e com baixa capacidade convencimento, senão vejamos: O governo não capitalizou ostensivamente as iniciativas federais no estado como a criação da UFOPA, as eclusas de Tucurui, a retomada do asfaltamento da Transamazônica e da BR 163, a siderúrgica de Marabá, a extensão da ferrovia norte-sul à Barcarena.

8- O governo também tem boas iniciativas estaduais, e só agora começa a mostrar uma propaganda mais agressiva e consistente como: a bolsa trabalho, os parques Tecnológicos em construções, a ação metrópole, o navega Pará, pequenas obras de infra-estrutura municipal, como as construções de trapiches, estradas vicinais e construções de escolas, postos de saúde e equipamentos hospitalares.

9- A grande decepção do governo Ana Júlia foi sem dúvida a perda da marca registrada do PT nas áreas da saúde e educação. Têm sido paradigmática as revoluções silenciosas patrocinadas nas administrações municipais e estaduais comandas pelo PT nestas duas áreas. A partir de uma visão aparelhista do controle de áreas essenciais do Estado para fins de reeleição, deixou-se em segundo plano a questão de Saúde e Educação.

10- Não foi experimentada nenhuma ação articulada visando o estabelecimento de novos métodos de aprendizado e gestão escolar. Uma minoria de escolas funciona exemplarmente em detrimento da maioria atolada pelo compadrio entre diretores e professores. Não houve ações coordenadas que envolvessem tanto órgãos e dirigentes estaduais com as secretarias municipais, para superar problemas relacionados à gestão e às novas metodologias de aprendizado. Não houve o empoderamento orçamentário e político do espaço escolar. Além de se ter privilegiado a confiança política para a ocupação de cargos técnicos em detrimento da prioridade da competência específica aliada à confiança.

11- Em relação ao setor saúde, nem se fale. A saúde foi rifada para cumprir acordos eleitorais. Sem dúvida existiriam outras maneiras e cumprir acordos, mas a saúde e educação não deveriam ter sido secundarizadas pelo governo. Para os pragmáticos direi com toda a convicção: Saúde, Educação, Assistência Social e Segurança não podem ser locais de barganha e onde não deve nem ser pensado a possibilidade de aparelhamento, porque são essenciais para armar a sociedade pobre para a competição na sociedade, patrimonializar estes setores de governo trará reflexos devastadores para toda àquelas pobres vidas, e por um longo tempo .

12- A gestão da saúde é um dos principais problemas a serem enfrentados pelos governos. Apesar dos recursos fluírem fundo a fundo, as coisas não acontecem na ponta. Os pacientes não são bem recebidos, as filas são intermináveis, a falta de médicos é uma constante, a Estratégia Saúde da Família está desvirtuada por causa do aparelhamento e apadrinhamento político municipal.

13- Mas Ana Júlia têm grandes chances de estar no segundo turno. A melhoria da comunicação política, as obras federais e estaduais bem capitalizadas, a aliança eleitoral com partidos e prefeituras e o grande poder da máquina estadual, dos recursos organizativos e financeiros, a fazem uma grande atriz política ao próximo processo sucessório.

14- A quebradeira estadual do PSDB, a partir das eleições municipais de 2008. O fato de Jáder Barbalho não querer arriscar perder mandato em 2010, numa disputa para o executivo. O desmonte moral que o Diário do Pará executou contra a gestão Dudu em Belém, nos últimos 3 anos, são fatores que deixam a possibilidade do governo Ana e o PT sonharem ainda em conseguir uma reeleição, num contexto de péssima gestão política, administrativa e orçamentária no estado do Pará nestes últimos 37 mêses. Imaginem, apesar desta análise, afirmo e reafirmo, Ana ainda tem chances de se reeleger. É... são coisas da política.
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domingo, 19 de setembro de 2010

Lula merece fazer Dilma Roussef sua sucessora. O brasileiro está satisfeito com o seu governo. Mas o resultado que se anunciará será bom para o país?

Lúcio Flávio Pinto:

Lula merece fazer Dilma Roussef sua sucessora. O brasileiro está satisfeito com o seu governo. Mas o resultado que se anunciará será bom para o país? É o Brasil verdadeiro que sairá ganhando desta eleição? Ou o futuro é ameaçador?

Da presunção à convicção do absoluto: é este o passo da democracia ao fascismo. É o passo em que o Brasil está. A direção foi dada por Luiz Inácio Lula da Silva. Como todos sabem, Lula pouco ou quase nada lê. Seu aprendizado sempre foi na prática, empírico e pragmático. Mas foi um aprendizado profundo. Sobreviveu à condição de imigrante nordestino em São Paulo, ao peleguismo sindical, à corrupção política, à tutela intelectual, aos adversários e aos inimigos

Inteligente, perspicaz, audacioso e pertinaz, aprendeu o máximo que sua tão vasta experiência lhe possibilitou. É o mais preparado dos políticos brasileiros de todos os tempos, o único que fez a escola da vida para a carreira política. Durante duas décadas não teve mandato (renunciou ao que conquistou, de deputado federal; na sua versão, por não conseguir conviver com os 300 picaretas do parlamento; na verdade, por não conseguir dividir o poder), não precisou garantir a própria sobrevivência e da família, foi tendo cada vez mais tudo “do bom e do melhor”. Circulou pelo Brasil inteiro e pelo mundo.

Pôde se dedicar integralmente a cinco campanhas eleitorais para presidente da república. Perdeu três (sua sorte é tão imensa que perdeu as três primeiras: não saberia o que fazer então com os mandatos em disputa) e ganhou duas, ambas na hora certa. Nenhum político brasileiro tem cartel semelhante – nem provavelmente terá. A estrela de Lula é de primeira grandeza. Combinada com seus instintos, sua inteligência e sua identificação com o povo, resultou numa biografia realmente notável.

Contradição ambulante, conforme a auto-definição, é um ser que se modifica e se adapta ao ambiente quando o cenário ainda está em mutação, graças à sua incrível capacidade de antever o momento imediatamente seguinte ao vigente, Lula é aquilo que, abusando do jargão, se passou a chamar de “força da natureza”. É uma esplêndida culminação de instintos vitais. Mas sem a menor condição de autoconhecimento, de reflexão e de análise. Uma vocação inocente de ditador, com a melhor das aparências, sem consciência de culpa.

A expressão “nunca antes” é contumaz no seu discurso porque ele só consegue reconstituir os fatos dos quais participou, a história que vivenciou – e sempre através da sua ótica, impermeável à interferência externa, sobretudo à crítica. Tudo mais que exigir esforço cognitivo, pesquisa documental ou checagem factual escapa aos seus domínios. Ele se considera marco demarcatório da história do Brasil porque tem a si como eixo de tudo, o que não é de espantar nem pode legitimar críticas: é só isso o que Luiz Inácio Lula da Silva vê.

A dificuldade para criticá-lo com honestidade, sem preconceitos, está na circunstância de que nunca mesmo nenhum político foi tão popular quanto ele – nem tão poderoso. A oposição foi varrida do mundo real no Brasil. Não agora, de súbito, embora só agora tenha chegado ao fundo do poço, numa extinção melancólica e vil. Ela começou a desaparecer quando se deixou alcançar pela osmose. Todos viraram Lulas, imitações dele, suas sombras, suas marionetes.

O Brasil sofre os efeitos de um antiintelectualismo sem igual, sutil e corrosivo, imperceptível e devastador. Se o símbolo dos instintos vitais deu certo como nunca antes, por que pensar? Por que contestar? Por que contrapor? Por que, até mesmo, dialogar? É aderir e copiar.

Ali estava a fórmula do sucesso, simples e ao alcance de todos, já que permitiu ao apedeuta se tornar ídolo internacional, subir além do alcance de estadistas de várias partes do mundo, que lhe estenderam enormes tapetes vermelhos, fazer e acontecer – e, ao fim e ao cabo, como gostam de dizer os portugueses, símbolos do que é básico e elementar, tudo resultar em mais dividendos para o mago das circunstâncias.

O povo está feliz e votaria de novo em Lula se a constituição admitisse três eleições seguidas para presidente da república. Se Dilma passou dos 50%, tendo começado quase no nada (o “nonada” de Guimarães Rosa), Lula passaria dos 80%. Colocaria no chinelo o Jânio Quadros de exatamente meio século atrás, na eleição dos 5.6 milhões de votos de 1960 contra 3,8 milhões do marechal Lott.

O “poste eleitoral” de 2009 se tornou sucesso retumbante em 2010. Mas não só por causa do carisma e da popularidade de Lula. Também pelo uso mais abusivo da máquina pública de que se tem notícia em 80 anos de eleição no Brasil, a partir da revolução de 1930. Lula transformou as leis em potocas, ampliando para a cena nacional a chacota paroquial do caudilho paraense Magalhães Barata. Zombou das normas e dos seus aplicadores. Pisou sobre os papéis sagrados que rasgou. Fez de si um absoluto. O passado evaporou, como se fora antediluviano. Dele, todos perderam a memória, num Alzheimer coletivo, com dezenas de milhões de enfermos.

Não, Lula não é o pai da pátria (logo, Dilma não lhe pode ser a mãe putativa). Antes dele, centenas de cidadãos conceberam, colocaram em prática e administraram um plano de combate à inflação (e, a rigor, de criação da nova moeda brasileira, feita para durar) do qual só se tem algo comparável naquele que Hjalmar Schacht pôs em prática na Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial e faria o país renascer (infelizmente, para resultar em Adolf Hitler). Uma façanha que honra a cultura brasileira no mundo.

Ninguém que tenha nascido depois do Plano Real pode ter idéia do que era a deterioração dos valores econômicos no Brasil, a crueldade da anarquia inflacionária, sobretudo para os que vivem da renda (ou da venda da força) do seu trabalho. Acostumados a uma moeda forte (embora cambialmente enviesada), são levados a crer (ou mesmo partem da premissa) que sempre foi assim, que a estabilidade atual não deve ser creditada a ninguém nem é penhor de alguém. No entanto, ela tem uma origem datada e nomes que a personificam. Foi o grande legado de Fernando Henrique Cardoso.

Lula e o PT, que equiparavam o Plano Real ao Plano Collor e ao Cruzado de Sarney como manobras oportunistas e eleitoreiras, que não foram capazes de ver com isenção a criatura e segui-la com acuidade, hoje se beneficiam dessa grande aventura intelectual, que mobilizou talentos de várias pessoas excepcionais e o discernimento do seu comandante, quando ministro da fazenda de Itamar Franco e, depois, como presidente. Se tivesse chegado ao poder em 1989 ou em 1994, Lula e o PT não conseguiriam dar ao Brasil a moeda que hoje ele tem e a estabilidade de que usufrui.

É claro que os tucanos do príncipe dos sociólogos acumularam a partir daí desastres e vilanias, das privatizações (umas que não deviam ter sido feitas, outras que jamais podiam ser feitas pelos valores praticados) à imoralidade da reeleição, passando por uma visão elitista e predadora da administração pública, e uma incapacidade congênita de porosidade social. Os tucanos criaram as políticas compensatórias, mas não as abriram aos deserdados. Apenas as toleraram porque a primeira dama, a maior de todas, Ruth Cardoso, as patrocinou.

O grande lance de Lula foi exatamente dar densidade às criações sociais que os tucanos lançaram como decoração, como aplique nas suas fantasias empavonadas. Cinquenta milhões de brasileiros são clientes desse benefício, que, como o próprio nome diz, é compensatório, remediador, paliativo. Não projeta essas pessoas, não lhes dá condições para o futuro, não as tornam espinhas dorsais do progresso brasileiro. A lamentável situação da educação, da saúde e da segurança é uma advertência de que não se trata, ao contrário do que diz o catecismo, de desenvolvimento sustentável.

Os brasileiros estão felizes, compram como nunca, constroem como nunca, andam sobre quatro (ou duas) rodas como nunca, têm imóveis como nunca. Papai Lula abriu-lhes o cofre, mas abriu-lhes uma estreita passagem apenas de um lado do erário. Do outro lado, há larga avenida para banqueiros e empresários, para investidores da bolsa, para tomadores dos papéis oficiais, que lucram – como nunca, nem sob FHC, seu par – em bilhões e bilhões de reais, para companheiros e aderentes, para a “nova classe” trabalhadora, reprodução da “velha classe” elitista e não sua contrafação, como devia – e se dizia – ser.

Tudo isso não à base de poupança real, dinheiro ou ativos em geral acumulados para permitir investimentos, mas de crédito, de endividamento, como – de fato – nunca antes. Um terço do PIB é crédito, aos juros mais altos da face da terra, tão altos que podem ser reduzidos sem perder sua excepcionalidade. Há muito mais atividade econômica e enriquecimento, que permitem o reinvestimento. Mas em grande parte esse dinheiro consolida o modelo exportador de bens primários, dentre os quais recursos não renováveis, que se vão de vez, ao invés de servir ao enriquecimento interno, à consolidação da nação.

Sem o enorme incremento da exportação o Brasil não teria suportado tão bem a crise financeira internacional de 2008, condição que faltou durante as duas grandes crises externas ocorridas na gestão FHC. O problema (seriíssimo) é que dependemos de uns poucos produtos primários (minério de ferro, soja, carne) e de uma quantidade ainda menor de parceiros, com destaque inquietante para a China, da qual nos tornamos quase um apêndice.

O Brasil imediatista e superficial de hoje é o reflexo coerente do líder que o comanda e ao qual o país dá sua aprovação, nesse coro do consentimento incluídos os oportunistas da oposição. Eles traíram a função histórica que lhes cabe, de remar contra a corrente, de não se deixar seduzir pela aprovação fácil, pela fórmula do sucesso fornecida pelos marqueteiros, os bruxos da nossa época.

Em plena campanha eleitoral, vemos o Grande Irmão censurando os críticos, tirando a tomada dos insubmissos, armando golpes que, descobertos, se tornam infantilidades inimputáveis porque a oposição também perdeu a noção de tempo e espaço, o senso do distinto e do diverso, lançando-se desavergonhadamente para debaixo do guarda-chuva do Big Brother.

Pela primeira vez, não há contracanto eleitoral. Cresce de volume um uníssono que violenta a inteligência nacional, a capacidade que um país tem de reconhecer a si, de ver a realidade, ao invés de ser conduzido pela manipulação política e publicitária. Este Brasil unidimensional e unilinear é uma aberração, uma ficção, um factóide. Mas como as lideranças renunciaram ao seu papel profético ou se tornaram tão medíocres que perderam qualquer conteúdo, cristalizou-se o dominó de Fernando Pessoa: “quando quis tirar a máscara,/ estava pregada na cara”.

Homem de São Paulo (apesar das origens geográficas nordestinas), como FHC (só circunstancialmente carioca), Lula é o outro lado da mesma moeda. Não é igual, mas é o mesmo. Enquanto influencia e faz amigos, com sua verve e graça, os de sempre mandam na economia, seguindo esquema em vigor há duas décadas. Enquanto São Paulo é a cidade com mais helicópteros em trânsito por seu espaço aéreo, as favelas do Rio de Janeiro são teatro de operações bélicas da bandidagem, com e sem uniforme. O Brasil afluente convive com o Brasil doente.

Lula merece ganhar esta eleição. Mas não ganhar como parece que vai ganhar de fato, tornando secundário ou irrelevante quem ganhará de direito. Mesmo porque, no íntimo, só com seus botões, qualquer ser pensante hesitará ao tentar responder a um mistério criado e prolongado pelos marqueteiros e seus esteticistas, cirurgiões e feiticeiros outros: que Dilma é essa?

Num passado longínquo, um quadro da ditadura militar perguntou a nós todos: mas que país é este? Foi uma época de milagre, como agora, até maior (dois dígitos de crescimento anual do PIB), bem parecido com o de JK antes (portanto, o “nunca” não se aplica a esse passado). A pergunta tem que ser refeita, hoje. Mas talvez já não se consiga uma resposta. O absoluto é uma abstração, embora malsã. Sua maior malignidade está em se infiltrar sem ser percebido. E, mesmo sendo impossível, passar a ser aceito como normal. Como agora.

domingo, 12 de setembro de 2010

Coluna do Cládio Humberto: O Flagra do IBOPE: Este tipo de Pesquisa o Pará não quer

COLUNA DO CLÁDIO HUMBERTO: O LIBERAL (12/09/2010.

veja o que saiu na Coluna do Cládio Humberto sobre o IBOPE:

Propina

O senador tucano Papaléo Paes (AP) denunciou ao dono do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro, haver gravado uma conversa em que seu representante no Estado exigia R$ 1 milhão de reais para fraudar resultados. O Ibope informou não ter "representante", mas reconhece que contrata entrevistadores temporários e "empresas fornecedoras do campo" (que fazem as pesquisas), mas não terceiriza comercialização de pesquisas.

Sem acesso.

O Ibope informa que as pesquisas são processadas em São Paulo e que pesquisadores e fornecedores não êm acesso aos resultados.

Achaque

O Ibope teve acesso à gravação do senador Papaléo e garante que o "negociador", cujo nome não foi revelado, não trabalha na empresa.

Desconfiança.

O senador Mozarildo Cavalcante desconfia do Ibope. Para ele, a fraude proposta no Amapá pode se reproduzir em todo o país.

Errou feio

Mozarildo contou que em 2006, pelo Ibope, sua adversária sempre esteve à sua frente. Ele venceu com co margem de 13 pontos percentuais.