O governador Simão Jatene lançou nesta terça-feira (12), em solenidade com a presença de todos os secretários e gestores do Estado, a Agenda Mínima de Governo para ser cumprida até o final do mandato. Assim como fez na primeira vez que chefiou o Executivo, Jatene enumerou, no documento, as obras e investimentos que se obriga a realizar até 2014. Entre essas ações, está a conclusão das obras inacabadas, deixadas pelo governo anterior em situação bastante precária; investimentos maciços nas quatro áreas definidas como prioritárias: Segurança, Educação, Saúde e Meio Ambiente, e outros investimentos nos demais setores, contempladas todas as áreas de atuação do governo.
Os investimentos nesses projetos somarão, segundo o governador, R$ 4,5 bilhões. Isso representa, no cálculo de Jatene, cerca de 10% da arrecadação presumida do Pará nos próximos anos. 'O Governo que não se dispuser a usar pelo menos 10% do que tem nos cofres em investimentos não terá feito absolutamente nada', afirmou o governador.
Somente com a nova forma de gerir a 'máquina' inaugurada em 1º de janeiro, nesses breves 100 dias de administração, a arrecadação já deu um salto de cerca de 8%, quase o dobro do crescimento médio dos quatro anos anteriores. .
'Se multiplicarmos o nosso orçamento anual por quatro, teremos algo em torno de R$ 48 bilhões. Os R$ 4,5 bi que estão previstos para investimentos representam apenas 10%', calculou o governador. 'É possível realizar isso. Não será fácil, mas é possível', reiterou.
Durante seu pronunciamento, o governador voltou a convidar toda a sociedade a participar de um Pacto pelo Pará, a única via possível de desenvolvimento para o Estado. 'Independentemente das diferenças, é preciso que cada um faça a sua parte', conclamou Jatene, dirigindo-se à mesa, onde figuravam representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como representantes do setor produtivo e dos trabalhadores, entre outros. 'Eu não tenho medo das diferenças. O que me incomoda são as desigualdades', reiterou o governador.
Dentre as obras preconizadas na Agenda Mínima, estão a construção de dois hospitais regionais, a conclusão e equipamento do Hospital Oncológico Infantil e a implantação do Centro de Hemodiálise; a implantação de 10 Unidades Pró-Paz em Belém e no interior e a contratação e formação de 4 mil novos policiais; a implantação de unidades da Universidade Tecnológica do Pará (Unitec) e do curso de Medicina em Marabá; a construção da Praça do Esporte e Lazer no entorno do estádio Mangueirão; a efetivação do Programa Municípios Verdes em 100 municípios; a construção de centros de convenções em Marabá e Santarém; a construção do Jardim das Palmas no entorno do Terminal Hidroviário e do novo Parque Ambiental do Utinga; a ampliação da rede de abastecimento de água em 46 municípios e o atendimento a 18 mil famílias com lotes urbanizados no Estado.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Crítica de Teatro: Por Fernando Athur Lobinho de Fretas Neves
Por Machado de Assis, Carlos Correia Santos traz à tona o universo dos personagens sem voltar ao tema da fonte de inspiração, o autor quer associar sua construção literária ao pai da literatura brasileira, este mote pode até ser arrogante, mas sempre é uma empreitada a merecer atenção. Joyce com seu Ulisses fez o percurso da vida em um único dia de um o judeu em Irlanda, concorrendo para demonstrar o acento da Odisséia na transmutação das experiências humanas no tempo, sendo elas mesmas colagens sobre um enfado tornado irregular e quotidiano.
O final feliz quase trágico da condenação do personagem Queiroz a pairar eternamente como a criatura deu uma solução previsível no texto, pois as tiradas sherloquenas não são as mais refinadas, contudo o objeto não é esconder-se por trás de falsas pistas, antes o inesperado não está na seqüência da trama. A concorrência sobre a fama dos personagens machadianos foi ampliada para o hipertexto das novelas televisivas às teses de doutorado, porém não chega a explicitar a polêmica com a crítica teatral seja do século XIX, ou de nossa contemporaneidade um século depois.
O detetive Queiroz, ou d’Equeiroz, não era Eça de Queiroz, o anverso, às vezes, adverso do Machado de Assis como informa o autor como obrigação ao jogo de palavras insistente no fluxo da peça. Perscrutando as pistas do assassinato, Queiroz se vê assombrado por sua professora Lina ao relembrar o horror mais que o desdém pela obra machadiana. Machado também obsedou Queiroz quando elaborou sua crítica à obra PRIMO BASÍLIO, na qual graceja o encerramento da lição - não se deve confiar em empregados.
Esta virulência teria comprimido Queiroz, desta vez, Eça de Queiroz, a furtar-se de publicar romances por quase quinze anos. Os tantos outros usos de Machado ficaram postados por Sidney Chaloub ao analisar o escritor; sustenta um intento não previsto, o Machado historiador como assinala nas relações sociais as mulheres e os espaços das relações de dependência e clientela no mundo da corte dos oitocentos, um emulo do tempo e dos acontecimentos da condição de Machado de Assis.
Ligar os agentes ficcionais de outrora com suas representações no presente contou com o espectro daqueles circulando na atualidade seja como tipo-ideal, seja literal. Este artifício engendrou espírito à narrativa ao conceber as rivalidades dos protagonistas das obras segundo a classificação do bom gosto literário. Conforme se vê: o privilégio por Capitu, cujo sufixo Lina, traveste-se com alguns volteios em Capitulina, esta excedendo em importância à Helena considerou um sentimento de escolha do leitor especializado sobre o neófito, terminando por ratificar o pressuposto do drama psicológico à novela romântica televisiva.
Ato continuo, se há loucos no mundo, a quem cabe dizer quem é são? O Dr. Bacamarte. Este personagem ou assassino, quem sabe? Alinha-se à Capitu na construção do enredo cuja prisão de Queiroz é a liberdade do escritor, mais que a do leitor, pois estamos seguindo os passos deste último no inquérito do assassinato de um imortal.
O revezamento dos personagens em três atores foi uma saída rica para testemunhar a negação do masculino ao proferir uma premência do feminino, porém isso não obsta outra montagem quando poderemos ver atrizes investidas desta tarefa a descortinar o véu da leitura como um par da encenação da prosa machadiana.
Ao tratar Queiroz como Casmurro, outro a mais, percebemos o nascimento do personagem, por contingências do contato, o horror a literatura de Machado fez dele uma vítima, melhor, o protagonista da narrativa, o assassino então? De início o ator não conseguiu demonstrar essa vicissitude, a condição bonachona do gordo favoreceu ao seu encontro com o idiota despertado à consciência por maldizer e rasgar o livro. Por reencarnações constantes, os personagens usam a ferramenta teatral para acelerar a conversão do espírito em carne e vice-versa. A macumba, desculpem..., a cultura de receber espíritos foi relevante e sintonizada com o tempo presente, esta argúcia não creio encontrar no imortal nos textos que conheço.
O espetáculo entrelaça os enredos de Helena, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Alienista e Dom Casmurro na vibrante teia da comédia, quando a encenação do texto foi um vaticínio à imortalidade arrancada da cômoda leitura para disputa da interpretação bem orquestrada pela direção de Luís Fernando Vaz sobre o Coletivo Parla Palco.
Se houve muitas incompreensões com o teatro de Machado de Assis, qualificando-o de inferior no conjunto da obra, o mesmo não se pode dizer dos contos e romances. Gabriela Maria Lisboa Pinheiro nos oferece uma lente para captar Machado, sua estética e seu tempo ao erigir em juízo a evolução do autor em combinação com as transformações do temário das em comédias de costume para o teatro realista. Por fim, a música ficou pastiche sem encontrar a alma da peça.
De 15 a 18/04 volta à cena no teatro Claudio Barradas, a cidade merece assistir.
Um observador no teatro.
O final feliz quase trágico da condenação do personagem Queiroz a pairar eternamente como a criatura deu uma solução previsível no texto, pois as tiradas sherloquenas não são as mais refinadas, contudo o objeto não é esconder-se por trás de falsas pistas, antes o inesperado não está na seqüência da trama. A concorrência sobre a fama dos personagens machadianos foi ampliada para o hipertexto das novelas televisivas às teses de doutorado, porém não chega a explicitar a polêmica com a crítica teatral seja do século XIX, ou de nossa contemporaneidade um século depois.
O detetive Queiroz, ou d’Equeiroz, não era Eça de Queiroz, o anverso, às vezes, adverso do Machado de Assis como informa o autor como obrigação ao jogo de palavras insistente no fluxo da peça. Perscrutando as pistas do assassinato, Queiroz se vê assombrado por sua professora Lina ao relembrar o horror mais que o desdém pela obra machadiana. Machado também obsedou Queiroz quando elaborou sua crítica à obra PRIMO BASÍLIO, na qual graceja o encerramento da lição - não se deve confiar em empregados.
Esta virulência teria comprimido Queiroz, desta vez, Eça de Queiroz, a furtar-se de publicar romances por quase quinze anos. Os tantos outros usos de Machado ficaram postados por Sidney Chaloub ao analisar o escritor; sustenta um intento não previsto, o Machado historiador como assinala nas relações sociais as mulheres e os espaços das relações de dependência e clientela no mundo da corte dos oitocentos, um emulo do tempo e dos acontecimentos da condição de Machado de Assis.
Ligar os agentes ficcionais de outrora com suas representações no presente contou com o espectro daqueles circulando na atualidade seja como tipo-ideal, seja literal. Este artifício engendrou espírito à narrativa ao conceber as rivalidades dos protagonistas das obras segundo a classificação do bom gosto literário. Conforme se vê: o privilégio por Capitu, cujo sufixo Lina, traveste-se com alguns volteios em Capitulina, esta excedendo em importância à Helena considerou um sentimento de escolha do leitor especializado sobre o neófito, terminando por ratificar o pressuposto do drama psicológico à novela romântica televisiva.
Ato continuo, se há loucos no mundo, a quem cabe dizer quem é são? O Dr. Bacamarte. Este personagem ou assassino, quem sabe? Alinha-se à Capitu na construção do enredo cuja prisão de Queiroz é a liberdade do escritor, mais que a do leitor, pois estamos seguindo os passos deste último no inquérito do assassinato de um imortal.
O revezamento dos personagens em três atores foi uma saída rica para testemunhar a negação do masculino ao proferir uma premência do feminino, porém isso não obsta outra montagem quando poderemos ver atrizes investidas desta tarefa a descortinar o véu da leitura como um par da encenação da prosa machadiana.
Ao tratar Queiroz como Casmurro, outro a mais, percebemos o nascimento do personagem, por contingências do contato, o horror a literatura de Machado fez dele uma vítima, melhor, o protagonista da narrativa, o assassino então? De início o ator não conseguiu demonstrar essa vicissitude, a condição bonachona do gordo favoreceu ao seu encontro com o idiota despertado à consciência por maldizer e rasgar o livro. Por reencarnações constantes, os personagens usam a ferramenta teatral para acelerar a conversão do espírito em carne e vice-versa. A macumba, desculpem..., a cultura de receber espíritos foi relevante e sintonizada com o tempo presente, esta argúcia não creio encontrar no imortal nos textos que conheço.
O espetáculo entrelaça os enredos de Helena, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Alienista e Dom Casmurro na vibrante teia da comédia, quando a encenação do texto foi um vaticínio à imortalidade arrancada da cômoda leitura para disputa da interpretação bem orquestrada pela direção de Luís Fernando Vaz sobre o Coletivo Parla Palco.
Se houve muitas incompreensões com o teatro de Machado de Assis, qualificando-o de inferior no conjunto da obra, o mesmo não se pode dizer dos contos e romances. Gabriela Maria Lisboa Pinheiro nos oferece uma lente para captar Machado, sua estética e seu tempo ao erigir em juízo a evolução do autor em combinação com as transformações do temário das em comédias de costume para o teatro realista. Por fim, a música ficou pastiche sem encontrar a alma da peça.
De 15 a 18/04 volta à cena no teatro Claudio Barradas, a cidade merece assistir.
Um observador no teatro.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Papão: Vinicinho queria torcer pelo Papão
Ontem (30) no confronto entre paysandu e bahia vinicinho queria torcer pelo papão. Mas remistas inseguros pressionaram violentamente nosso futuro parceiro de torcida. Estamos organizando uma caravana de apoio a vinicinho e sua simpatia pelo papão.
Eleições 2010: as razões da queda de Ana Júlia
Veja aqui uma análise teórico-empírica da queda de Ana Júlia. Este artigo foi aprovado no congresso Latino Americano da Wappor.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Governo Jatene: Que fazer no curtíssimo prazo?
O cenário sob o qual Jatene assume seu segundo mandato à frente do governo do Pará em janeiro de 2011, é qualitativamente diferente de janeiro de 2003, quando Jatene assumiu pela primeira vez o executivo estadual. Naquele primeiro quadriênio, Jatene assumiu, também, com um governo petista no plano federal, como ocorre agora em janeiro de 2011.
A diferença qualitativamente diferente entre o primeiro e o segundo governo Jatene, está na polarização política aguçada deste próximo quadriênio à frente do governo do Pará. Entre 2003-2006, o PT ainda não tinha sido “escorraçado” pelo voto popular, como veio a ocorrer em 2010, do governo do Pará, sendo o PSDB o instrumento que o povo paraense usou para “enxotar” o inépto governo Ana Júlia do poder político estadual.
Não tenho dúvida, se depender do PT, Jatene sofrerá uma oposição sem limites, creio que o interesse público ficará secundarizado em relação ao ódio político que a bancada petista destilará em relação ao governo tucano. A frase seguinte deverá ficar latente dentro da bancada petista nos próximos 4 anos: “ Se a iniciativa vem do governo Jatene, soi contra”. Creio que pessoas como Ganzer, Ten Caten e Faleiros, se contraporão a esta política, mas serão minoritários. Tomara que eu queime a minha língua.
Creio mais, a bancada estadual petista e seus agentes que comandarão instituições federais no estado, farão um verdadeiro cerco político à gestão tucana no Pará. Provavelmente, as obras e serviços federais no estado, tenderão a ser inauguradas sem a presença do novo governador paraense. Será que Dilma se prestará a este tipo de comportamento?
Feito esta inferência em torno do contexto partidário que Jatene enfrentará no próximo quadriênio, é mister concluir que Jatene só poderá operar administrativamente com recursos próprios e com empréstimos obtidos juntos às instituições financeiras, como o BNDS, a Caixa Econômica Federal, o Banco mundial, etc. Isto posta, o que Jatene poderia fazer, no início de governo, usando a criatividade nas políticas públicas, capaz de melhorar a vida dos paraenses?
De início, enquanto reorganiza as finanças do estado, de acordo com sua concepção de governo, Jatene poderia tomar as seguintes medidas emergenciais, simples, já inventadas em outros estados da federação:
1-Segurança pública: Ações de curto prazo: Jatene deveria mandar fazer o mapa do crime em Belém, 2- Em acordo com o judiciário e o Ministério Público, deveria retirar das penitenciárias os criminosos de baixo poder ofensivo e submetê-los à outras modalidades de penas, ampliando as vagas nas penitenciárias, 3- Fazer um pacto com o judiciário para que liminares não fossem “dadas” a criminosos de alta periculosidade, 4- Fechar os bares ilegais da periferia, conhecidos como “bibocas”, que são grandes centros de produção de agressões e homicídios, 5- Determinar, em bairros de alta incidência de violência, lei seca a partir das 24 hs entre quinta e domingo. Prender criminosos e mantê-los trancafiados. Combate sem fronteiras ao tráfico e a produção de drogas.
Estas medidas, nitidamente coercitivas, diminuiriam imediatamente as taxas de homicídios no Pará. Oitenta por cento dos homicídios no Pará e no Brasil, não são conseqüências de latrocínios, e sim de outras modalidades de violências, principalmente aquelas que são conseqüências de bebidas alcoólicas e outras modalidades de drogas. Em São Paulo com medidas como estas, os homicídios cairam 70%. Esta roda já foi inventada.
Logicamente que os agentes estruturais causadores da criminalidade são complexos e exigem políticas públicas de longo alcance, como a recuperação das famílias destroçadas pela miséria, proteção da primeira infância até a adolescência, distribuição de renda, e assim por diante.
Educação: o governo Jatene, deveria de imediato, mandar fazer, em curto prazo, um diagnóstico do quadro dos recursos investidos na recuperação das escolas, o resultado objetivo destes investimentos e verificar qual o quadro hoje, real, da situação das escolas estaduais, 2- Enfrentar os problemas das gestões nas escolas. Não é possível termos boas escolas no estado, convivendo com gestores despreparados, se todas têm professores com a mesma qualificação e o mesmo salário. Chamaríamos de choque de gestão na educação.
Saúde: Jatene deveria dinamizar a gestão estadual nos hospitais terciários como a Santa Casa, Metropolitano, Ophir Loyola e os hospitais regionais. Concomitante a estas iniciativas de curtíssimos prazos, o governador eleito, deveria tomar iniciativas frente às prefeituras municipais, visando qualificar, tanto as burocracias municipais em saúde, as burocracias dos hospitais municipais, como o conselhos municipais de saúde. O objetivo desta iniciativa, seria no mínimo, qualificar os serviços de saúde no espaço municipal, que é o local onde mora o cidadão. Implantar um sistema de indicadores de desempenho nos postos de saúde e nas escolas. Estas decisões estratégicas seriam a demonstração de um compromisso inquestionável em fazer uma revolução na gestão dos órgãos públicos no Pará. Estas iniciativas, sem altos gastos orçamentários, seriam a mais apreciada pelo povo pobre do nosso estado.
Iniciativas, simples, como estas, sem envolver grandes recursos orçamentários, fariam o estado funcionar para o cidadão, e mostraria que um novo governo está, de fato, à frente do executivo estadual.
Tenho dito.
A diferença qualitativamente diferente entre o primeiro e o segundo governo Jatene, está na polarização política aguçada deste próximo quadriênio à frente do governo do Pará. Entre 2003-2006, o PT ainda não tinha sido “escorraçado” pelo voto popular, como veio a ocorrer em 2010, do governo do Pará, sendo o PSDB o instrumento que o povo paraense usou para “enxotar” o inépto governo Ana Júlia do poder político estadual.
Não tenho dúvida, se depender do PT, Jatene sofrerá uma oposição sem limites, creio que o interesse público ficará secundarizado em relação ao ódio político que a bancada petista destilará em relação ao governo tucano. A frase seguinte deverá ficar latente dentro da bancada petista nos próximos 4 anos: “ Se a iniciativa vem do governo Jatene, soi contra”. Creio que pessoas como Ganzer, Ten Caten e Faleiros, se contraporão a esta política, mas serão minoritários. Tomara que eu queime a minha língua.
Creio mais, a bancada estadual petista e seus agentes que comandarão instituições federais no estado, farão um verdadeiro cerco político à gestão tucana no Pará. Provavelmente, as obras e serviços federais no estado, tenderão a ser inauguradas sem a presença do novo governador paraense. Será que Dilma se prestará a este tipo de comportamento?
Feito esta inferência em torno do contexto partidário que Jatene enfrentará no próximo quadriênio, é mister concluir que Jatene só poderá operar administrativamente com recursos próprios e com empréstimos obtidos juntos às instituições financeiras, como o BNDS, a Caixa Econômica Federal, o Banco mundial, etc. Isto posta, o que Jatene poderia fazer, no início de governo, usando a criatividade nas políticas públicas, capaz de melhorar a vida dos paraenses?
De início, enquanto reorganiza as finanças do estado, de acordo com sua concepção de governo, Jatene poderia tomar as seguintes medidas emergenciais, simples, já inventadas em outros estados da federação:
1-Segurança pública: Ações de curto prazo: Jatene deveria mandar fazer o mapa do crime em Belém, 2- Em acordo com o judiciário e o Ministério Público, deveria retirar das penitenciárias os criminosos de baixo poder ofensivo e submetê-los à outras modalidades de penas, ampliando as vagas nas penitenciárias, 3- Fazer um pacto com o judiciário para que liminares não fossem “dadas” a criminosos de alta periculosidade, 4- Fechar os bares ilegais da periferia, conhecidos como “bibocas”, que são grandes centros de produção de agressões e homicídios, 5- Determinar, em bairros de alta incidência de violência, lei seca a partir das 24 hs entre quinta e domingo. Prender criminosos e mantê-los trancafiados. Combate sem fronteiras ao tráfico e a produção de drogas.
Estas medidas, nitidamente coercitivas, diminuiriam imediatamente as taxas de homicídios no Pará. Oitenta por cento dos homicídios no Pará e no Brasil, não são conseqüências de latrocínios, e sim de outras modalidades de violências, principalmente aquelas que são conseqüências de bebidas alcoólicas e outras modalidades de drogas. Em São Paulo com medidas como estas, os homicídios cairam 70%. Esta roda já foi inventada.
Logicamente que os agentes estruturais causadores da criminalidade são complexos e exigem políticas públicas de longo alcance, como a recuperação das famílias destroçadas pela miséria, proteção da primeira infância até a adolescência, distribuição de renda, e assim por diante.
Educação: o governo Jatene, deveria de imediato, mandar fazer, em curto prazo, um diagnóstico do quadro dos recursos investidos na recuperação das escolas, o resultado objetivo destes investimentos e verificar qual o quadro hoje, real, da situação das escolas estaduais, 2- Enfrentar os problemas das gestões nas escolas. Não é possível termos boas escolas no estado, convivendo com gestores despreparados, se todas têm professores com a mesma qualificação e o mesmo salário. Chamaríamos de choque de gestão na educação.
Saúde: Jatene deveria dinamizar a gestão estadual nos hospitais terciários como a Santa Casa, Metropolitano, Ophir Loyola e os hospitais regionais. Concomitante a estas iniciativas de curtíssimos prazos, o governador eleito, deveria tomar iniciativas frente às prefeituras municipais, visando qualificar, tanto as burocracias municipais em saúde, as burocracias dos hospitais municipais, como o conselhos municipais de saúde. O objetivo desta iniciativa, seria no mínimo, qualificar os serviços de saúde no espaço municipal, que é o local onde mora o cidadão. Implantar um sistema de indicadores de desempenho nos postos de saúde e nas escolas. Estas decisões estratégicas seriam a demonstração de um compromisso inquestionável em fazer uma revolução na gestão dos órgãos públicos no Pará. Estas iniciativas, sem altos gastos orçamentários, seriam a mais apreciada pelo povo pobre do nosso estado.
Iniciativas, simples, como estas, sem envolver grandes recursos orçamentários, fariam o estado funcionar para o cidadão, e mostraria que um novo governo está, de fato, à frente do executivo estadual.
Tenho dito.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Dilma: o que se espera da presidente mulher
Dilma foi eleita presidente do Brasil, porém muitas dúvidas ainda pairam sobre o eleitorado brasileiro que votou nesta. Esta incógnita deve-se a ausência no currículo de Dilma de experiência na testa de executivos, sejam eles, municipais, estaduais ou federal.
Em favor de Dilma consta a experiência de ter sido a primeira ministra, informal, do segundo governo Lula, quando coordenou as ações de 35 ministros, na esplanada dos ministérios. Agora novos tipos de habilidades serão necessárias na vida cotidiana da economista Dilma: Mediação de conflitos com os ministros, mediação de conflitos com a base parlamentar, sensibilidade aguçada para antecipar conflitos junto aos movimentos sociais, em especial perante o MST e os movimentos dos funcionários públicos federais.
Creio que do ponto de vista da gestão macro da economia, as bases da estabilidade estão assentadas, porém às tomadas de decisões políticas frente aos conflitos envolvendo demandas dos empresários dos setores de importação e exportação, somados à pressão dos poderes legislativos e judiciários por salários e investimentos, pressionarão violentamente o equilíbrio das contas públicas.
Outro fator, este sim, impoderável, será o acompanhamento dos conflitos envolvendo a guerra cambial que está explodindo entre os Estados Unidos da América e a China, que poderá arrebentar no colo do Brasil, devido à provável diminuição do espaço de ação dos chineses no mercado mundial com a provável diminuição das exportações brasileiras rumo à China, devido ao contrarrestamento da Europa e dos EUA, frente à desvalorização artificial da moeda chinesa, com prejuízo para os mercados internos de todas as nações, que estão inseridos na dinâmica do mercado mundial capitalista.
Creio que a presidente Dilma poderia recuperar bandeiras tão caras às lutas por uma sociedade mais equitativa, humanista e livre, que seria o duro combate à corrupção do colarinho branco, produzir uma engenharia institucional para a participação popular na formulação, processo decisório e controle das políticas públicas, a exemplo do desenho institucional do Sistema Único de Saúde- SUS e do Sistema Único de Assistência Social- SUAS. E finalmente, lutar para que o congresso nacional, a partir de provocação do executivo, endureça as penalidades contra os predadores do dinheiro público.
Uma outra ação digna de estadista, seria uma cruzada por uma reforma tributária que corrigisse as desigualdades regionais. O Estado brasileiro teria que assumir o perfil de Estado Hobin Hood, ou seja, os estados mais pobres deveriam receber maior contingente de recursos orçamentários, capazes de impulsionar seus desenvolvimentos econômicos, sociais e ambientais, na direção da de suas futuras auto-suficiências e independência econômica, perante os estados do Sul e do Sudeste do Brasil.
Outra grande reforma que prepararia o Brasil para ingressar no clube dos países centenários, na vivência de um Estado Democrático de Direito, seria a reforma política, capaz de dotar o eleitorado de maior racionalidade na hora da escolha dos representantes parlamentares e na diminuição dos custos da governabilidade na relação executivo legislativo. Esta reforma aumentaria a credibilidade da classe política brasileira, notadamente, da atividade parlamentar como um todo, perante a população, aumentando a fé na democracia.
E a última, e a mais complexa das reformas estratégicas que a presidente eleita poderia coordenar em nosso país, seria uma revolução na gestão dos serviços públicos, para que o cidadão brasileiro viesse a ter serviços de saúde, educação, segurança pública e judiciária de qualidade aceitável. Com esta finalidade, o governo federal deveria coordenar ações no âmbito federal e nos governos estaduais e municipais. Com esta decisão política, finalmente o cidadão brasileiro, os usuários dos serviços públicos, estariam sendo finalmente lembrados por uma macro política coordenada pela Presidente da República. O governo federal brasileiro já possui experiência suficiente para induzir este tipo de ação dos governos estaduais e municipais.
Tenho dito.
Em favor de Dilma consta a experiência de ter sido a primeira ministra, informal, do segundo governo Lula, quando coordenou as ações de 35 ministros, na esplanada dos ministérios. Agora novos tipos de habilidades serão necessárias na vida cotidiana da economista Dilma: Mediação de conflitos com os ministros, mediação de conflitos com a base parlamentar, sensibilidade aguçada para antecipar conflitos junto aos movimentos sociais, em especial perante o MST e os movimentos dos funcionários públicos federais.
Creio que do ponto de vista da gestão macro da economia, as bases da estabilidade estão assentadas, porém às tomadas de decisões políticas frente aos conflitos envolvendo demandas dos empresários dos setores de importação e exportação, somados à pressão dos poderes legislativos e judiciários por salários e investimentos, pressionarão violentamente o equilíbrio das contas públicas.
Outro fator, este sim, impoderável, será o acompanhamento dos conflitos envolvendo a guerra cambial que está explodindo entre os Estados Unidos da América e a China, que poderá arrebentar no colo do Brasil, devido à provável diminuição do espaço de ação dos chineses no mercado mundial com a provável diminuição das exportações brasileiras rumo à China, devido ao contrarrestamento da Europa e dos EUA, frente à desvalorização artificial da moeda chinesa, com prejuízo para os mercados internos de todas as nações, que estão inseridos na dinâmica do mercado mundial capitalista.
Creio que a presidente Dilma poderia recuperar bandeiras tão caras às lutas por uma sociedade mais equitativa, humanista e livre, que seria o duro combate à corrupção do colarinho branco, produzir uma engenharia institucional para a participação popular na formulação, processo decisório e controle das políticas públicas, a exemplo do desenho institucional do Sistema Único de Saúde- SUS e do Sistema Único de Assistência Social- SUAS. E finalmente, lutar para que o congresso nacional, a partir de provocação do executivo, endureça as penalidades contra os predadores do dinheiro público.
Uma outra ação digna de estadista, seria uma cruzada por uma reforma tributária que corrigisse as desigualdades regionais. O Estado brasileiro teria que assumir o perfil de Estado Hobin Hood, ou seja, os estados mais pobres deveriam receber maior contingente de recursos orçamentários, capazes de impulsionar seus desenvolvimentos econômicos, sociais e ambientais, na direção da de suas futuras auto-suficiências e independência econômica, perante os estados do Sul e do Sudeste do Brasil.
Outra grande reforma que prepararia o Brasil para ingressar no clube dos países centenários, na vivência de um Estado Democrático de Direito, seria a reforma política, capaz de dotar o eleitorado de maior racionalidade na hora da escolha dos representantes parlamentares e na diminuição dos custos da governabilidade na relação executivo legislativo. Esta reforma aumentaria a credibilidade da classe política brasileira, notadamente, da atividade parlamentar como um todo, perante a população, aumentando a fé na democracia.
E a última, e a mais complexa das reformas estratégicas que a presidente eleita poderia coordenar em nosso país, seria uma revolução na gestão dos serviços públicos, para que o cidadão brasileiro viesse a ter serviços de saúde, educação, segurança pública e judiciária de qualidade aceitável. Com esta finalidade, o governo federal deveria coordenar ações no âmbito federal e nos governos estaduais e municipais. Com esta decisão política, finalmente o cidadão brasileiro, os usuários dos serviços públicos, estariam sendo finalmente lembrados por uma macro política coordenada pela Presidente da República. O governo federal brasileiro já possui experiência suficiente para induzir este tipo de ação dos governos estaduais e municipais.
Tenho dito.
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